Por que um grupo de jovens se dedica por
horas a fio a aprender a equilibrar objetos? Para que equilibrar-se num
fio de arame, balançando de um lado para outro? Qual o prazer de dar
saltos e cabriolas, pendurar-se num tecido e lá de cima ficar fazendo
posições estranhas, arriscando-se a um tombo? Por quê? Para quê? Que
prazer é este?
Um grupo de jovens artistas do Crescer e
Viver, que busca se expressar e se integrar por meio da arte, fez um
mergulho de cabeça nessas questões e as transformou num delicioso
espetáculo de circo, onde o imaginário e a tradição dos números de circo
(a mulher barbada, o homem mais forte do mundo, a mulher cobra…) foram o
ponto de partida para a criação deste belo e emocionante espetáculo
cênico circense onde o teatro e a dança também ganharam espaço, assim
como as influências trazidas pelos próprios jovens artistas.